Ações Urbanas

Rinha de MCs



Foto:Divulgação

Ele começou praticamente sozinho com a intenção de criar mais espaço para o Rap nacional e se valendo de um grande chamariz: a Batalha de MCs. Crioulo Doido promoveu, em São Paulo, a “Rinha de MCs”, disputa entre rimadores onde "só um canta de galo e o resto é frango".

Com shows e apresentações de Djs e Grupos de Rap, a festa cresceu e foi além, sendo integrada a outros eventos de Hip Hop como o "Zoeira Hip Hop". Nessa Sexta dia 06/10 Crioulo Doido fará o show apresentando seu Cd “Ainda Há Tempo”.

Presença obrigatória para os MCs e admiradores do improviso.

Para quem quer ficar longe de festas de rap feitas e freqüentadas por boy, a Rinha de Mcs é uma ótima escolha!


Escrito por ... uRbaNas.... em às 01h44 PM
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Arcanjo

O Ragga é um gênero nascido na Jamaica, vindo dos guetos, feito por pretos e com raiz na África e ritmos norte-americanos. Plural na abordagem, varia de temas extremamente sexuais e sexistas até ao Rasfatarismo, com letras de louvor a espiritualidade, amor e respeito.

Aqui no Brasil, principalmente em São Paulo, essa vertente começou também a ser apreciada pelos “lagartixas”, já que é um ritmo dançante e alegre. Porém nos anos 90 é que artistas como Jimmy Luv, RaggaDemente e Arcanjo, juntamente com outros jovens admiradores deste ritmo e estilo de vida, começaram a movimentar a cena e a gravar suas músicas.

Arcanjo é considerado um dos melhores cantores de Ragga do Brasil e, em novembro, lançará o disco “Ras – Respeito e Amor Sempre” com participações de Jimmy Luv e Max B.O. Em entrevista ao “Ações Urbanas”, Arcanjo fala de sua consciência negra, seu amor ao Ragga e o crescimento deste estilo no Brasil.



Foto:Divulgação

Ações Urbanas: Como surgiu seu interesse pelo Ragga?
A:
Ah foi por volta de 97, quando eu ia pra vários bailes em São Paulo, os djs sempre tocavam, e eu sempre curtia, fui pesquisar e descobri que aquele diferente estilo de cantar era "raggamuffin”, fiquei completamente apaixonado e hoje essa paixão já se transformou em amor.

Ações Urbanas:A cena Ragga está começando aqui no Brasil trazido por vc, Jimmy Luv entre outros... Você acredita que o Ragga pode virar moda e depois de um tempo ser esquecido pela maioria do público?
A:
Espero que vire moda mesmo, mas nada desse lixo descartável musical que a gente conhece bem. Ragga é um estilo de música que você ama ou odeia, e aqui no Brasil já tem um público fiel, pequeno mais fiel. Quanto a ser esquecido, é um risco que se corre em qualquer gênero musical, ainda mais aqui no Brasil, onde tudo muda rápido demais!

Ações Urbanas: Em suas letras há temas com mulheres (slackers) e temas que falam do Rastafarismo. Com qual desses estilos você se identifica mais, que tipo de mensagem você quer deixar?
A:
Eu sou Rastafari, e a cultura Rasta aborda todos os temas existentes no universo, inclusive a mulher, a rua, a vida! Não tenho um assunto preferido, escrevo o que vivo, minha cultura, descrevo toda minha filosofia nos meus sons, mas destaco o respeito e o amor sempre!

Ações Urbanas: No final da década de 80 e nos anos 1990, o Ragga era visto com preconceito por muitos artistas do rap, pois quem curtia Ragga, em São Paulo, fazia parte de uma galera chamada de lagartixas. Essa turma dançava e se vestia de maneira diferente das pessoas que gostavam apenas de rap. Você acha que estes acontecimentos atrasaram o desenvolvimento do ragga aqui em São Paulo?
A:
Preconceito todo estilo sofre! O Ragga é completamente dançante e alegre e nem todo mundo gosta disso.

Não acredito que isso tenha atrasado o desenvolvimento do Ragga em Sampa ou em qualquer outro lugar, inclusive acho que esses lagartixas também serviram de base pra o que temos hoje!

Quero até destacar que uma das minhas influências musicais, o cantor de Ragga Mad Lion, veio de Nova Iorque a uns 8 anos atrás e tocou no Projeto Radial, um baile freqüentado por lagartixas e o povo do Rap.

Ações Urbanas: Em meio a tanto machismo, como você analisa o papel das mulheres na cena Ragga?
A:
Acho que as mulheres não têm que exercer um papel na cena. Pra mim a coisa tem que ser igual pra todos, nos direitos e nos deveres. Existem mulheres fazendo Ragga na mesma qualidade de muitos homens, tais como Lady Shaw e Cecile, da Jamaica, e no Brasil a Ivy e outras mais.

Ações Urbanas: Qual a sua opinião sobre os artistas que fazem Ragga e não falam sobre o Rastafari?
A:
A parada é assim, nem todo mundo que faz Ragga é Rasta, assim como nem todo Rasta faz Ragga. As duas coisas andam juntas até certo ponto. Temos como exemplo o Shaggy, que faz Ragga há muito tempo, é bom, mesmo não sendo Rasta! Ações Urbanas: Quando sua consciência negra despertou? Quando você começou a perceber os mecanismos que perpetuam a desigualdade social e racial em nosso país?
A:
Minha consciência negra despertou quando eu nasci! Desigualdade racial e social me lembro desde sempre!

Estamos no segundo país mais negro do mundo depois da África e nem nos damos conta...Enquanto os negros sofrerem preconceito, o Brasil também sofrerá, e desigualdade social é fruto disso!

Ações Urbanas: No rap se fala muito de nova escola e velha escola. Existem rótulos ou títulos que diferenciam as diferentes gerações do Ragga?
A:
No Ragga não existem rótulos ou títulos pra diferenciar as gerações, o que existem são mensagens/assuntos diferentes uns dos outros, como Guntalk que fala de violência, armas e outras coisas relacionadas à rua; Bashment, que fala de festas, mulheres e coisas do tipo; e o Slackness, que fala de desejo, mulher e sexo!

Ações Urbanas: Como você produz suas bases?
A:
Ainda não produzo minhas bases, pois uso Riddims, que são os beats Jamaicanos. Mas tenho sons gravados em beats de Rap, Drum&Bass e Reggae, feitos por amigos produtores, que podem ser ouvidos no www.myspace.com/arcanjoras.

Quero agradecer ao blog pelo convite, a todos que torcem pelo meu trabalho se concretizar, a todos os amigos, os parceiros de trabalho, e principalmente a Jah, o criador!

Para ouvir:
http://www.myspace.com/arcanjoras

Para saber:
http://www.arcanjoras.blogspot.com
www.karoldesouza.blogspot.com
http://www.7velas.com.br

Para falar:
arcanjoras@gmail.com


Escrito por ... uRbaNas.... em às 01h51 PM
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 Arcanjo



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