Ações Urbanas

Parte de um problema

Nenhum gênero musical reflete e discute tanto sobre o seu papel no cenário musical como o Rap. Ao retratar a periferia e descrevê-la de forma contundente, o Rap ganhou aqui no Brasil e principalmente em São Paulo sua marca de protesto.

Ao longo dos anos a maioria dos grupos de Rap seguiu a linha do grupo Racionais Mc's, retratando nas letras, a discriminação contra o negro, o nordestino, etc. Embora os Racionais, que sempre lotam os seus shows e vendem milhares de discos, façam muito sucesso, outros grupos não conseguiram o mesmo reconhecimento.

 Chega um momento em que é preciso ganhar dinheiro e aí que o barato se complica, falar das mazelas do nosso país vende? As grandes gravadoras descobriram através da explosão do Rap nos Estados Unidos, que o gênero pode render, porém não abordando os problemas do pobre, do negro e da periferia.

Letras sobre mulheres, dinheiro e batidas dançantes, parecem ser a fórmula do Rap que vem ganhando espaço, o que não deixa de ser um segmento legítimo dentro da diversidade do gênero. Alguns artistas até decretaram o fim do Rap de protesto.

Nos Estados Unidos os artistas mais populares rimam desde as babas pop dançantes até as letras furiosas que retratam a vida nas ruas, sem esquecer do machismo e da celebração do sexo sem limites. Estes artistas estão entre os mais vendidos, mas são donos de gravadoras ou pertencem ao cast de outros artistas que criaram selos independentes. As grandes corporações tiveram que se adaptar ao estilo do Rap.

De certa forma, o Rap gringo direcionou o que seria dito nas letras e quais instrumentais seriam destacados.

Nossa realidade econômica e social é outra e aqui, as grandes gravadoras  querem moldar o Rap e mostrá-lo como se fosse um só.  Nosso rap fala de baladas, é abastrato, é periférico, é religioso, é da velha escola, é da nova escola.

Enfim, se as grandes gravadoras ouvissem quem entende de Rap e está aí há muito tempo, quem sabe as vendas melhorariam, não só para o Rap que elas (grandes gravadoras) querem, todos os estilos teriam o seu espaço e o dinheiro também circularia entre quem é do Rap.

Não se pode importar fórmulas e aplicá-las de maneira arbritrária em outra realidade social.

Saiba Mais(www.bocadaforte.com.br)



Escrito por ... uRbaNas.... em às 07h05 PM
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Rage Against the Machine

 Rage Against the Machine, uma das bandas mais importantes da década de 90, se reunirá novamente para uma única apresentação, pelo menos em princípio, para o festival Coachella, na Califórnia (EUA).

O Rage influenciou uma geração de bandas, o nu-metal por exemplo não seria nada sem eles. Com um discurso extremamente politizado seus integrantes, todos de origem latina, misturaram rap com rock e funk.
Zack de La Rocha, filho de pais mexicanos morou na cidade de Irvine, cidade predominantemente habitada por brancos e sentiu de perto a discriminação contra os "chicanos". Em 1992 monta o RATM.

Zack de La Rocha, vocal, Tom Morello, guitarra, Tom Commerford, baixo, e Brad Wilk, bateria, iniciam uma série de shows marcados por protestos contra o imperialismo norte-americano, a discriminação e a pena de morte, principalmente para defender Mumia Abu-Jamal, jornalista e radialista negro norte-americano, ex-integrante da organização Panteras Negras, em 1982, que foi preso e condenado a morte pelo assassinato de um policial branco, nos EUA. Mas que, em dezembro de 2001, teve sua pena de morte revogada.

O vocal sempre marcante deixava bem explícito a ligação de Zack com o Rap, Tom Morello, por sua vez usava efeitos e experimentações na guitarra, muitas vezes simulando scratches, como na clássica "Bulls on Parade".



Escrito por ... uRbaNas.... em às 06h40 PM
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Break


Em 1984, os brasileiros foram contaminados pela febre do  break. Nas escolas, nas ruas, nas festas, nas feiras, os jovens falavam sobre os passos desta nova onda. Uma parcela da juventude da periferia começou a reproduzir e também a criar novos passos desta dança.
 
O fenômeno chegou aos jornais e programas de TV. Era o início do nosso Hip-Hop. Os moleques pretos passaram a se destacar na dança de rua.
 
Uma gravação de 1982, do grupo Break Machine, ecoava nos bairros de São Paulo. O nome da música - Street Dance.
 
Na época, a maioria das pessoas não tinha acesso aos clipes de música americana.
 
Para os que eram pivetes e pivetas nesta época (anos 80) e para os mais jovens que não conhecem o grupo Break Machine, vale a pena conferir. É só clicar:



Escrito por ... uRbaNas.... em às 05h03 PM
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