Ações Urbanas

Muhammad Ali

"Este cara tá ferrado. No primeiro round, ja vai ser nocauteado"

A rima acima poderia ser de um aspirante mc, mas é de Cassius Clay, nome do boxeador Muhammad Ali, aos doze anos de idade,  antes de ser converter ao islamismo, em 1964.

O editor, designer e amigo de Muhammad, George Lois é autor do livro "Muhammad Rap Ali: O Primeiro Campeão do Peso-Pesado do Rap", lançado no final de 2006, nos Estados Unidos.

Lois também é responsável pela terceira melhor capa norte-americana com a revista "Esquire" de 1968, em que o boxeador aparece como São Sebastião, padroeiro dos atletas, alvejado com seis flechas em alusão a perseguição ao pugilista após sua recusa em servir o exército norte-americano por causa de sua religião.

No livro, o autor mostra a proximidade do pugilista com o Rap trazendo rimas, provocações e declarações de Muhammad. Rappers como Chuck D, Rackim e Ludacris, já declararam a influência de Muhammad Ali no gênero.

Muhammad, segundo Lois, sempre foi atrevido e preocupado com  as questões raciais, em 1967 ele se recusou a lutar na Guerra do Vietnã - resultado: ficou suspenso de lutar durante três anos e perdeu o título mundial.

Ainda no livro, Lois critica o Rap com letras sexistas e o gangsta rap, mas pondera "Prefiro ver jovens negros com uma atitude exageradamente violenta a ver baixar a cabeça e aceitar o racismo, algo que Muhammad Ali sempre levou em sua vida", afirma.

O atleta virou exemplo com sua resistência e personalidade forte, contribuindo para a construção do Rap e apontando uma direção para o jovem  negro.



Escrito por ... uRbaNas.... em às 02h56 PM
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Música e Moda

Livros: Arte e comportamento social

                  

 

 

Eletronic:Samba - A Música brasileira no contexto das tendências internacionais
 
Autor: Adonay Ariza
Editora: AnnaBlume

A moda e seu papel social - Classe, gênero e identidade das roupas

Autor: Diana Crane
Editora: SENAC

O DJ, jornalista e doutor em Ciências da Comunicação pela Universidade de São Paulo USP, Adonay Ariza, atua na área músical desde os 15 anos.

Em seu curso de mestrado na Escola de Comunicações e Artes da USP, desenvolveu uma pesquisa sobre a inserção da produção musical brasileira no mercado internacional. O livro "Eletronic: Samba - A Música brasileira no contexto das tendências internacionais " é resulstado desta pesquisa.

Adonay Ariza traça um panorama do processo de reinvenção de manifestações  regionais e de hibridação cultural desde o final da década de 1950 até os nossos dias.

A obra aborda a mistura de estilos e ritmos, a indústria cultural, a relação entre o Brasil local e global e a influência do capitalismo e da globalização na música brasileira.

A discussão sobre a ligação do mercado interno ao mercado externo e as especificidades da nossa produção cultural, nos leva a uma interessante viagem ao mundo da música brasileira contemporânea e explica porque nossos sons que misturam tradição e tecnologia chama a atenção do mundo inteiro.

No livro "A moda e seu papel social - Classe, gênero e identidade das roupas", a especialista em sociologia da cultura, artes e mídia, Diana Crane, demosntra o resultado de 11 anos de pesquisa e analisa a difusão da moda nos últimos séculos.

A autora aborda a maneira como mulheres e homens pensam a moda e escolhem suas roupas. Sua obra trata a moda além das passarelas e afirma a importância do vestuário na criação de identidades e na expressão do estilo de vida e resistência, a especialista buscou informações em diversos jornais de época e em anúncios publicitários.

Diana Crane refaz a trajetória da moda desde o período industrial do século 19 até as sociedades contemporâneas do século 20.

Para os amantes e artistas da cultura Hip-Hop, estes livros, apesar dos preços amargos, fornecem elementos importantes para os debates a respeito da moda, da maneira como nossa música é feita e de como nos expressamos. Temos o nosso modo de vestir e a nossa música, utilizamos nossas experiencias locais misturadas ao que é feito lá fora.

Para finalizar, uma frase da autora Diana Crane e uma questão para você leitor do Ações Urbanas:

"Não existe uma moda única e obrigatória, todos devem ser livres para escolher entre marcas que expressem a sua percepção em relação ao mundo" (D.C)

Num mundo globalizado e de imensa desigualdade gerada pelo capitalismo, até que ponto somos livres para escolher?



Escrito por ... uRbaNas.... em às 03h23 PM
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