Ações Urbanas

Eumir Deodato

Segunda parte da entrevista com Eumir Deodato

A questão comoportamental é mais importante que a músical?
 
ED: Mas é assim até hoje. Um cara como o Quincy Jones, que é meu amigo, se você perguntar o que ele faz, ninguém sabe. Nem eu. Uma vez ele me chamou para eu fazer os arranjos da trilha de um filme, só que me avisou: "Isso aqui você não vai poder assinar, é arranjo fantasma. Eu te pago e e tudo bem". Ele faz muito isso. Não faz mais arranjo, sempre chama gente e só assina no trabalho pronto.
 
Isso ainda é muito comum?
 
ED: Não muito mais. Mas o esquema do Quincy Jones era crescer e vencer a qualquer custo. Então ele se aliou ao pessoal da Warner Brother, que era o clube da cocoína. Toda a companhia, dos diretores aos funcionários, tudo é na base da cocaína. Se você não pertencesse a esse clube, ficava esquisito.
 
Você assina arranjos de três álbuns da cantora Björk. Como vocês se aproximaram?

ED: Ela estava na França e escutou o disco do Milton Nascimento, que tem a versão original de Travessia, aquela que tem o meu arranjo. Ligou das Bahamas e deixou um recado.

Vocês mantêm contato?

ED: Acabei de receber um e-mail dela porque vai fazer outra excursão e perdeu de novo o arranjo de Pluto. Ela perde sempre. Mas a Björk casou, tem filho...Depois que fez aquele filme (Dançando no Escuro), perdi um pouco o contato. Em seguida ela foi trabalhar com um cara chamado Vincent Mendoza. Ele é um ótimo arranjador de jazz, mas Björk não é jazz - então, não deu certo. Essas parcerias funcionam muito por combinação, é química.

Sergio Mendes voltou às paradas mundiais misturando a música que fazia nos 60 com o hip hop do Black Eyed Peas. O que você achou do trabalho?

ED: Se eu gosto? Não. De Sergio Mendes, ali não tem nada, é tudo convidado. Não entendi muito...

Esse tipo de mistura não te interessa?

ED: Não... Estou afim de mostrar o meu trabalho. Sergio Mendes é um cara muiti integligente, muito safo, e conseguiu com isso ficar na ponta. Embora todo mundo que tenha ido aos shows na esteja gostando. Na minha opinião, isso não faz muito sentido. As pessoas vão para ver Black Eyed Peas.

Há quem  reclame de uma "limpeza" excessiva nas gravações atuais, em que todo e qualquer defeito é corrigido nos programas de tratamento de som. O que você pensa disso?

ED:Eu me ligo nisso. Não quero ser perfeito a ponto de tornar mecânico, mas procuro uma perfeição que não ofenda. Quando programava bateria no meu estúdio, sempre incluía umas atrasadinhas de propósito, para ficar mais humano. Não gosto de assinar o que está ruim. Se não está ruim, deixa - mesmo que não esteja perfeito. Afinação automática, por exemplo, jamais faria.

Em sua relação com a tecnologia?

ED:Tenho todos esses programas, mas não tenho tempo para aprender a lidar com eles. Eu compro, instalo, mas fica ali. Para aprender a mexer com cada programa é preciso no mínimo seis meses de dedicação, e eu não tenho esse tempo. Acabo usando só o meu computador antigo, e uso só o mesmo programa que sempre usei, um dos primeiros qua saíram.

Mudou seu método de compisção desde que os computadores invadiram os estúdios?

ED: Nem um pouco. Continuo escevendo à mão, é muito mais rápido. Comigo, compor é assim: eu jposso estar onde estiver, só preciso de um pedaço de papel. Escrvi várias múicas inteiras em táxis. No omcputado, as ídéia se perdem: no oitavo compasso você já esqueceu o conceito inical da composição. Só uso o computador como veículo final, para passar a limpo.



Escrito por ... uRbaNas.... em às 11h03 AM
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Eumir Deodato

O pianista, arranjador e compositor carioca Eumir Deodato, que mora nos Estados Unidos desde 1967 veio ao Brasil para fazer alguns shows no começo de abril. Eumir tocou com a Jazz Sinfônica, no Memorial da América Latina, em São Paulo.

Deodato já produziu Frank Sinatra, Aretha Franklin e vários outros artistas gringos do jazz e da bossa-nova brasileira.

Junto com João Donato também pianista e arranjador, autor da famosa "Frog", conceberam um dos discos brasileiros mais cultuado  "Donato/Deodato" em 1973.

Segue abaixo entrevista, que Eumir Deodato concedeu a revista Bravo, de abril. Em virtude do pouco espaço, a entrevista será publicada em duas partes:


Em sua carreira, você trabalhou com personalidades artísticas bem definnidas, como Arehta Franklin e Frank Sinatara. Como é essa relação para você? É de alguma maneira tensa?

Eumir Deodato: De jeito nenhum, meu maior problema é quando eu faço o meu disco. Porque aí eu não tenho onde rebater. É um pingue-pongue, mas não tem ninguém do outro lado. Então, Tenho que usar um artista imaginário, que sou eu mesmo. É só assim que consigo trabalhar. Como vou dar sugestões a mim mesmo? Por isso há muitos anos não faço mais discos. Trabalhar com os outros é mais tranqüilo. 
 

Quais desses trabalhos, seus ou de de outros, você recomendaria para quem quiser entender Deodato? 

ED:O principal é "Prelúdio", que tem 2001 (na verdade, uma versão para Assim Falou Zaratustra, de Richard Strauss). É bom ouvir também "Vagamente" (1964), da Wanda Sá, que tem  três arranjos meus que marcaram bem o começo - e onde já se pode sentir o clima da coisa que eu faria dali em diante. Em "Estamos Aí!" (1965), da Leny Andrade, criei, de propósto, um estilo de arranjo mais arrojado, porque queria me exapndir. Quando comecei a fazer trabalhaos para Wilson Simonal, com arranjos cheios de tubas e outros instrumentos difíceis e pouco usados no Brasil até então, o pessoal da Odeon começou a estranhar e pediu que fizesse umas introduções mais fáceis. Aí eu fui embora.

E nos Estados Unidos essa dificuldade foi melhor compreendida? 

ED: Quem me dera.. Cheguei e fui assistir a uma banda no Village. Lembro que achei aquilo sensacional, mas eram quase 20 músicos em cima do palco e só 5 pessoas assistindo na platéia. Foi aí que eu acordei para a realidade da coisa. Em seguida conheci o Gil Evans. Ele também era duro, não tinha um tostão. Eu não entendia como aquilo era possível. Será que músicos têm que viver de valoes esotéricos? Eu preciso comer, quero um carro bom..Mas no fim deu tudo certo.
 
Mais certo do que o Brasil?

 
ED: Bem, eu tinha que mer virar mais do que me virava antes, no Brasil as pessoas me chamavam a toda hora para trabalhar. Nos Estados Unidos, ao contrário, você tinha que trabalhar muito para ser chamado, porque a competição e ferrenha e vocêe vê qua a maioria das coisas são valores sociais: é o cara que toma drogas com os outros, que bebe...E eu nunca estive nessa, então foi difícil me acomodar.

continua...



Escrito por ... uRbaNas.... em às 05h51 PM
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Lauryn Hill no Brasil

Parece que agora é pra valer, a cantora Lauryn Hill irá finalmente se apresentar no Brasil, já que no ano passado foi marcado  dois shows , porém foram cancelados

Agora a cantora irá se apresentar dia 09 de junho no Festival de Alegre, que acontece na cidade de Alegre, em Espírito Santo e no dia 12 em Porto Alegre, no Rio  Grande do Sul, aqui em São Paulo será no dia 12 de Maio, no Tom Brasil e dia 16 de Maio no Rio de Janeiro no Vivo Rio.



Escrito por ... uRbaNas.... em às 06h12 PM
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 Eumir Deodato
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 Lauryn Hill no Brasil



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