Ações Urbanas

Espião - Rua de Baixo

Espião, é B-boy, Mc e produtor

O que aconteceria se cada artista tivesse coragem e condições para registrar seus passos musicais, ano a ano, fase por fase, numa espécie de diário aberto para o público?

A dulpa paulistana, Espião e Duenssa, do grupo Rua de Baixo, em seu mais recente trabalho “Envelhecido 13 Anos”, responde essa questão. Cada faixa do CD retrata uma época, mas o conteúdo continua atual. Do “Porão do Espião”, centro de produção underground do final dos anos 1990, saíram bases e grooves influenciados pela mistura do que havia de novo com as raízes do Rap da chamada “Era de Ouro” do rap. 

A limitação de equipamento no começo, direcionava muita coisa que a gente fez, pois a gente só podia chegar até onde as máquinas deixavam, com o computador agora tá bem mas fácil e rápido, afirma o MC Espião que é uma referência para os MCs da nova escola e do rap nacional.

A seguir, as idéias de um dos mais respeitados MCs de São Paulo


Você começou sua carreira no início dos anos 90, o que você escutava nessa época?
Era a “Golden era” do RAP eu escutava: Gangstaar, Public Enemy, KRS-One, Rakim, Ice T,Black Moon,The Roots, NWA, Das Efx, Wu-tang, Redman, A Tribe Called Quest, Digable Planets, Pharcyde, Geto Boys, Oukast, Cypress Hill, House of Pain, Pete Roc & CL Smooth, Goodie MOB, De la Soul, EPMD, Smif-n-Wessun, Black Sheep, Illegal, The Goats, The Coup, Lost Boys, Naugthy by Nature, Onix, Group Home, Jeru the Damaja, Heavy D, Common Sense, Arrested Development e por aí vai.

De rap francês só conhecia o MC Solaar

De nacional eu Curtia: Posse Mente Zulu, Thaide, Racionais, Região Abissal, Pepeu, Duck Jam, D menos crime, Consciência Humana, Potencial 3, Ndee Naldinho, Os metralhas, Baseado nas ruas, MRN, Comando DMC, Pavilhão 9, MT Bronx, Vitima Fatal, Blacks in the Hood, RPW, GOG, Câmbio Negro e outros mais que eu não lembro agora.

Você é um dos caras mais influentes no rap chamado "Nova Escola", muitos mc's tiveram você como referência. O que você acha disso?
Fico muito feliz, embora  essa nunca foi minha pretensão.


O cd "Envelhecido 13 Anos" trás músicas gravadas há algum tempo, por que você decidiu fazer essa compilação e lançar agora?
Na verdade a gente nunca colocou prazo para as coisas, o disco ia sair quando estivesse pronto, e pra nós a gente sempre tinha alguma coisa pra melhorar, a gente
gravava em casa sempre pensando em refazer tudo em um estúdio profissional (o que nunca aconteceu), e eu trabalhava de final de semana e feriado no aeroporto, então não tinha muito tempo pra fazer as coisas com calma. Depois que eu saí desse trampo eu decidi retomar meu antigo sonho de fazer o disco, a única coisa que a gente fez foi masterizar o disco com o Vander no Atelier Estúdios, de resto, fizemos questão de manter as gravações originais. 


Você acha que no Rap, como também há em outros segmentos é necessário a existência das bancas? Você faz parte de alguma?
É importante porque um grupo puxa o outro, além da amizade que vem sempre primeiro. Rua de Baixo representa a Rhima Rhara junto com Mzuri-sana, Elo da corrente e o Munhoz, Venon e Zorack (Ascendência Mista). E também estamos correndo junto com o Mamelo Sound Sistem.

Cada base representa uma época e um tipo de produção. Qual foi a trajetória e qual foram as mudanças no modo de produzir? Pois as rimas seguiram na mesma linha, mas a produção representa diferentes tempos.
A limitação de equipamento no começo, direcionava muita coisa que a gente fez, pois a gente só podia chegar até  onde as máquinas deixavam, com o computador agora tá bem mas fácil e rápido. No disco tem produções minhas, do Duensssa, do Munhoz, do Venon e do Parteum, e cada uma delas feita em épocas diferentes com equipos diferentes, daí essa diversidade de estilos de produção.
 
E o rap o que mudou do começo da sua carreira até aqui ou “Não Mudou Nada”, como você cita na letra?
Mudou bastante, a tecnologia  abriu espaço pra novas idéias que as gravadoras rejeitavam. Antes você gastava uma grana no estúdio com produtores e técnicos pra fazer uma demo e tentar a sorte em alguma gravadora, hoje você pode fazer tudo em casa e divulgar pela internet.

O que você acha de veículos da intenet como o Myspace e Youtube? O que eles podem ajudar?
São os nossos principais meios de divulgação, embora o Kljay e o Rappin Hood, tocam algumas faixas do disco no rádio, e isso ajuda pra caramba.

Você está trabalhando em seu cd solo, o que podemos esperar dele?
Surpresa, mas já fiz uma faixa nova no show do SESC Pompéia e a galera gostou.



Escrito por ... uRbaNas.... em às 05h46 PM
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